Telefone: (51) 3029-3399

Rua Dona Laura, 320 - 9º andar

(estacionamento convênio na entrada do prédio - 10% desconto) 

Otologia

Os médicos da Otorrinos tratam dos problemas do aparelho auditivo, desde as pequenas perdas auditivas até a surdez crônica. Além disso, diagnosticam e resolvem problemas de equilíbrio advindos de infecções do labirinto. 

Os principais trabalhos realizados são:

  • diagnóstico precoce das perdas auditivas,
  • cirurgia otológica e oto-neurológica,
  • distúrbios do equilíbrio,
  • reabilitação auditiva.

Cuidados com a Audição 
Fatos que ocorrem e merecem atenção: 

Cera ou Cerumen na orelha 
A pele do canal externo da nossa orelha produz constantemente cera, que tem função de proteção do canal. 
Por vezes uma grande produção forma uma "rolha" que tampa o conduto auditivo externo. A cera é facilmente retirada pelo médico Otorrino.

Otite Secretora 
Resfriados, gripes, alergias nasais, infecções da garganta, sinusites e otites, podem fazer com que um catarro permaneça dentro da orelha. Este catarro prejudica a audição. Nestes casos uma pequena cirurgia resolve o problema.

Perfurações Timpânicas 
A membrana do tímpano é um dos responsáveis pela captação e transmissão do som para a orelha interna. 
Infecções ou traumas podem perfurá-la e prejudicar a audição. Pequenas cirurgias recuperam o tímpano.

Corpos estranhos 
Muitas vezes as crianças colocam objetos dentro da orelha e não falam nada, estes objetos estranhos podem causar infecções. Qualquer suspeita que você tenha, leve-a ao médico especialista.

Causas da Surdez 
Existem dois tipos, a Congênita e a Adquirida. 
Na surdez congênita encontram-se aqueles que nascem surdos, e existem três grupos principais:

  • Hereditárias
    - Causadas por influência genética, por exemplo as síndromes geneticamente determinadas.
  • Pré-natais 
    - Causadas por influências nocivas sobre o embrião durante o desenvolvimento, por exemplo: a mãe adquira rubéola; citomegavírus; toxoplasmose; sífilis; sofre radiação; apresenta anemia severa, distúrbios metabólicos durante a gestação.
  • Peri-natais 
    - Causada por influências que podem ocorrer no momento do nascimento, algumas horas, ou até nos primeiros dias de vida, por exemplo: falta de oxigenação no cérebro (anóxia), hipóxia, prematuridade, baixo peso, traumas de parto, Kerniktures (depósito de bilirrubina no sistema nervoso central e eristroblastose fetal (incompatibilidade do fator Rh).

Na surdez adquirida encontram-se aqueles que nascem com o ouvido normal em consequência de fatores patológicos ou acidentais, encontramos diversos fatores como: infecção viral, lesões e toxicidade farmacológica. Podemos citar alguns exemplos:

  • Otites;
  • Infecções no ouvido;
  • Ototoxitose;
  • Uso prolongado de antibióticos: neomicina gentamicina, estreoptomicina, e também uso prolongado de diurético analgésicos e antipirético;
  • Pair;
  • Perda auditiva induzida pelo ruído, como nos casos de indivíduos que trabalham como motoristas e que trabalham em indústrias;
  • Trauma Acústico;
  • Pancada na região da orelha, estouro de uma bomba ou tiro próximo ao ouvido;
  • Paralisia Facial;
  • Doenças viróticas: caxumba, sarampo, catapora.

Escala de Sons 

Audição Normal 
A pessoa ouve bem o tic-tac de um despertador. 
(som de zero a 20 decíbeis)

Perda Leve 
A pessoa sente dificuldade numa conversação normal particularmente quando há presença de ruídos. 
(som de 20 à 40 decíbeis)

Perda Moderada 
A pessoa não ouve o tic-tac do despertador, escuta um sussurro tem dificuldades ao falar no telefone. 
(som de 40 a 60 decíbeis)

Perda Severa 
Para ouvir a pessoa precisa de um som tão alto quanto o barulho de uma impressora rotativa. 
(som de 60 a 80 decíbeis)

Perda Profunda 
A pessoa só ouve ruídos (vibrações) como os provocados por um a turbina de avião, disparo de revólver e tiro de canhão. 
(som acima de 90 decibeis). 

Perda Auditiva 
Conforme o último Censo realizado pelo IBGE, a surdez foi a segunda maior deficiência citada pelos entrevistados. Quando comparada as outras deficiências físicas, recebe pouca ou nenhuma atenção da sociedade e autoridades, talvez por desconhecimento da importância da audição. 
O número de pessoas afetadas pela deficiência auditiva está proporcionalmente relacionada ao grau de desenvolvimento do país. Os enormes contrastes se verificam seja por condições sócio-econômicas, diferenças culturais, fatores ambientais, hábitos de higiene e o principal: falta de informação e ação preventiva. No Brasil estima-se que devem existir em torno de 15 milhões de pessoas com algum tipo de perda auditiva, sendo 350 mil destas, ausência total da audição. 
A pessoa que não escuta bem, pode apresentar dificuldades em se comunicar com as outras pessoas, pois nem sempre compreendem o que falam ao seu redor. 
A audição é tão importante que dentre os orgãos do sentido é o único que permanece em alerta durante às 24 horas do dia. 
Em adultos da terceira idade, a situação piora porque existem tendências a introversão e a segregação. Geralmente pessoas com esse tipo de deficiência podem tornar-se deprimidas, inseguras e sentem-se isoladas pela sociedade, porque interfere totalmente na condição mais importante da vida moderna: a comunicação. 
A perda da audição é geralmente um processo gradual, podendo ser tão lento que a pessoa afetada não percebe por um longo tempo, até que os outros já tenham suspeitado do seu problema, atingindo direta ou indiretamente as pessoas que estão ao seu redor. Na maior parte dos casos a perda é consequência natural da evolução do nosso sistema auditivo. Normalmente pessoas com mais de 50 anos, começam a ter dificuldades em ouvir de forma mais ou menos evidente e a compreensão das palavras se tornam menos precisa.

Nível médio (dBHL)
Aparelhos Relacionados
Graus de Perda
Capacidade de Comunicação
0 - 25
----
Normal
Audição normal
26 - 40
Microcanal 
Intracanal 
Retroauricular
Leve
Existe alguma dificuldade para ouvir e entender conversação suave, obtendo melhores resultados em ambientes silenciosos e com vozes claras.
41 - 55
Microcanal 
Intracanal 
Retrocuricular
Moderada
Dificuldade em entender uma conversação normal, particularmente na presença de ruídos de fundo. A fala e o desenvolvimento da linguagem são geralmente afetados. Aparelhos auditivos podem ajudar a suprir muitas dificuldades de audição.
56 - 70
Intrauricular 
Retroauricular
Moderada Severa
Somente vozes altas e a curta distância conseguem ser entendidas. - O desenvolvimento da fala e da linguagem é bastante pobre.Aparelhos auditivos podem ser de grande benefício para melhorar a comunicação.
71 - 90
Retroauricular
Severa
Pode ouvir alguns sons em alto volume, porém percebe mais vibrações do que padrões tonais. Aparelhos auditivos podem ajudar de maneira limitada.
90+
Retroauricular
Profunda
A conversação normal é inaldível. - Não há desenvolvimento espontâneo da fala/linguagem. - Aparelhos auditivos são essenciais.

Tipos de Perda 
Para o seu maior entendimento, antes de descrever sobre os tipos de perdas auditivas, iremos fazer uma breve explicação sobre como funciona a orelha humana. 
Nossa orelha externa funciona como um cone, que coleta os sons do ambiente em formas de ondas sonoras, viajando pelo canal auditivo (meato acústico) e atingindo o tímpano que vibra em resposta a estas ondas. Três ossículos transferem a vibração para o ouvido interno onde está situada a cóclea, orgão auditivo que contém fluídos e células cíliadas em seu interior. 
Como os ossículos vibram, o líquido se move e as células cíliadas transformam o impulso mecânico em impulso elétrico, que então é enviado ao córtex onde os sinais são decodificados e interpretados. 
A audição é um processo muito complexo que envolve muitas etapas e todas devem ocorrer em harmonia para garantir a capacidade auditiva perfeita, contudo podem ocorrer algumas disfunções e então surge a perda auditiva. 

. Perda auditiva condutiva: Compreende qualquer interferência na transmissão do som desde o conduto auditivo externo até a orelha interna (cóclea). A orelha interna tem a capacidade de funcionamento normal mas não é estimulada pela vibração sonora. Esta estimulação poderá ocorrer com o aumento da intensidade do estímulo sonoro. A grande maioria das deficiências auditivas condutivas podem ser corrigidas através de tratamento clínico ou cirúrgico, porém quando estes não são suficientes é indicado o uso da prótese.

. Perda auditiva sensório-neural: Ocorre quando há uma (impossibilidade de recepção do som) lesão nas células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo. A diferenciação entre as lesões das células ciliadas da cóclea e do nervo auditivo só pode ser feita através de métodos especiais de avaliação auditiva. Este tipo de deficiência auditiva é irreversível. O uso dos Aparelhos auditivos será de grande importância neste caso, pois fornecerá muitos benefícios ao usuário. 

. Perda auditiva mista: Ocorre quando há uma alteração na condução do som até o órgão terminal sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou do nervo auditivo. O audiograma mostra geralmente limiares de condução óssea abaixo dos níveis normais, embora com comprometimento menos intenso do que nos limiares de condução aérea. 

. Perda auditiva central, Disfunção auditiva central ou surdez central: Este tipo de deficiência auditiva não é, necessariamente acompanhado de diminuição da sensitividade auditiva, mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na compreensão das informações sonoras. Decorre de alterações nos mecanismos de processamento da informação sonora no tronco cerebral (Sistema Nervoso Central). Que geralmente é avaliado através de um exame específico, onde serão analisadas as respostas evocadas do Tronco Cerebral (BERA).